• 23 de July de 2018
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Restaurante Ca`d`Oro: esbanjando charme, ele está de volta!

Restaurante Ca`d`Oro: esbanjando charme, ele está de volta!

Por: Paulo Panayotis | São Paulo - Brasil Categoria: Colunista

Restaurante Ca`d`Oro: esbanjando charme, ele está de volta!


Delicadas fatias de bresaola acompanhadas de uma pequena porção de patê de fígado ao vinho Marsala aterrissam. 


Uma trilogia de massas frescas da região da Lombardia, norte da Itália, abre os serviços. É o chamado “primo piato”  ou primeiro prato em italiano!


Um peito de pato em crostas de ervas aromáticas escoltado de purê de batatas e três figos glaciados e fritos vem em seguida. É o segundo prato (secondo piato)!


Encerrando os trabalhos, doce de mil folhas acompanhado de tiramissu, café e uvas curtidas em grappa (espécie de cachaça italiana). Presto! Pronto!


O cardápio, propositalmente, lembra os estupendos almoços servidos no saudoso restaurante do Hotel Ca’d’ Oro no centro de São Paulo.


Quem viveu – e conheceu – sabe do que estou falando. Quem nunca foi – ou é muito jovem – perdeu! Mas há aromas no fim do túnel! O classudo e inesquecível restaurante do hotel Ca’d’Oro reabriu há poucos dias. Para os saudosos, uma alegria. Para os curiosos, uma obrigação: tem que conhecer!


Tradição gastronômica e patrimônio paulistano, o restaurante Ca’d’ Oro abriu as portas em julho de 1953. Isso mesmo. Teria hoje vetustos 63 anos de idade. Foi, entre outras coisas, o responsável por apresentar ao Brasil a cozinha clássica das regiões italianas do Piemonte, Lombardia, Vêneto e Ligúria. Delícias espalhadas hoje por todo o País, como o presunto de Parma, o carpaccio e até mesmo os risotos fizeram ali sua “avant première”.


Fundado pelo patriarca da família Guzzoni(esquerda), primeiro como restaurante e depois, em 1956, como hotel, logo se transformou no ponto de encontro de intelectuais, presidentes e artistas. Gente tão diferente e distinta como Pablo Neruda e Luciano Pavarotti ou Nelson Mandela e o ex-presidente general João Figueiredo passaram por ali. Reis e rainhas como os da Suécia e da Espanha também frequentaram seus aposentos e provaram delícias dos seus cardápios!Fechou as portas em 2009. O centro de São Paulo, onde se localizava, estava degradado. Fechou para respirar, pensar e se reestruturar.


Deixou uma legião de fãs – entre eles este colunista – e uma lacuna de charme e bom gosto na maior metrópole brasileira.


Sete anos depois, sob o comando de Fabrizio Guzzoni,neto do fundador, ressurge na Rua Augusta, próximo ao centro paulistano que, diga-se de passagem, também respira novos ares. Uma parceria com a incorporadora Brookfield tirou o Ca’d’ Oro de sua hibernação planejada.No ramo há 15 anos, Fabrizio afirma que "vou trabalhar duro para manter o padrão que meu avô implantou e honrar esta tradição repleta de responsabilidade". Torcemos para isso. 


Hoje, o complexo que visitei, é formado por duas torres. Uma residencial e outra comercial. Nesta última estão instalados o hotel e o restaurante.
Visitei rapidamente uma suíte e a piscina na cobertura.Me pareceram ter o alto nível da marca Ca’d’ Oro. Checarei pessoalmente mais para a frente.


Por enquanto sinto o espírito mais alegre com essa alternativa de padrão mundial que retorna para a alegria dos saudosistas e a felicidade das novas gerações.


O que? Acha que estou exagerando? Seguramente é porque você não conhece o piano Erard, as obras de arte e, especialmente, a cordialidade dos garçons. Detalhe: grande parte deles herdada do antigo corpo de funcionários do hotel e restaurante. Isso sem falar, claro, no cardápio clássico e renovado do novo antigo ícone de São Paulo... Uma viagem pelo mundo sem sair de São Paulo... capisce???

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