• 23 de July de 2018
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Naxos e o banquete dos deuses gregos…

Naxos e o banquete dos deuses gregos…

Por: Paulo Panayotis | São Paulo - Brasil Categoria: Colunista


Sigo pelas montanhas encantadas da Ilha de Naxos, na Grécia. Vou fazer uma reportagem em um lugar excepcional, o pequeno vilarejo de Korono. Há séculos, este vilarejo, acreditem, era um país separado do restante da Grécia. Enquanto o carro desliza pelo asfalto, subindo cada vez mais em direção aos deuses do Olimpo, penso… Um país separado da Grécia? Como seriam seus costumes? Seus hábitos? Sua comida?


Um prefeito mecânico

Encontro o simpático “prefeito” do vilarejo meio sem querer. Na verdade, ele me encontra. Onde fica Koronos e o restaurante da Matina? “ Aqui mesmo , responde um sorridente grego em um macacão de mecânico de aviação. Posso lhe ajudar diz Giorgios Bacalos, antes mesmo que eu continue. 
Bem sou jornalista e procuro o centro da antiga cidade que uma vez foi um país independente do território helênico, digo em um grego com sotaque paulistano. Procuro também o restaurante Platza, da chef Matina.


Uma comida única!

“Pois está no lugar certo falando com a pessoa certa. Eu sou o “prefeito” da cidade e sei tudo a respeito desta história.”
Foram várias horas de puro conhecimento histórico, de descobertas inacreditáveis, de cultura helênica. O prefeito é, na verdade , o representante da comunidade.
“Temos por aqui o melhor mármore do mundo para esculpir estatuas… Ele está espalhado pelos grandes museus da terra como o Louvre, em Paris. E temos, também, uma comida única!”

Vários donos e um país independente

Fico sabendo que a ilha foi o mais importante centro da civilização durante um período de mais de três mil anos (começa em 4000 a.C. e termina em 1000 a.C.). 
Nesta época, a ilha passou de mãos diversas vezes. Foi uma nação independente, foi dominada pelos venezianos, romanos, persas e espartanos, entre outros povos.

Perdi meus entrevistados, penso comigo mesmo.

Mas vim de tão longe , marquei com tanta antecedência. Não posso simplesmente ficar ali sentado, embasbacado, ouvindo o “prefeito” de Naxos falar, falar, falar. Tenho um encontro marcado no mítico restaurante Matina. 

Banquete nas alturas

Chego atrasado, mas chego. Ainda sob o impacto de toda a história que desfila pela minha mente, me desculpo com a chef Matina, a melhor e mais antiga da região. 
O que se segue foi um verdadeiro banquete em meio a oliveiras e figueiras nas montanhas de Koronos. 

Comida orgânica desde sempre

Salada grega(com alcaparras, tomates, cebola roxa, pepino e quijo de cabra feta),cabrito com molho de tomates frescos, cordeiro ao molho de limão siciliano, legumes fresquíssimos e saborosíssimos. Tudo colhido ali, no quintal da chef Matina. 

Este dia, confesso, ficou na minha memória.

Tudo que relato aqui pode ser visto, em vídeo no portal www.oquevipelomundo.com.br . Lá em ainda dicas e muitas fotos das delícias únicas de que só tem em Naxos. Comida simples, fresca, autêntica, histórica. Ou melhor: a mais pura materialização do antigo ditado grego que diz que ‘boa comida é como mulher bonita: não precisa de maquiagem!’ Não é?