• 24 de September de 2018
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Fumar pelo mundo está cada vez mais difícil

Fumar pelo mundo está cada vez mais difícil

Por: Paulo Panayotis | São Paulo - Brasil Categoria: Colunista

Minha primeira memória de cigarro foi dentro de um carro. Meus pais, um casal de amigos(fumantes) e eu estávamos indo para a praia. Imigrantes europeus, meus pais não tinham carro. Viajávamos no fusca deles, também imigrantes. 
De repente senti um cheiro esquisito, de queimado. Era o “seu Pascoal” que acabara de acender um “Minister”. Na época fumar era sinal de status e o “Minister” o mais glamuroso e "bacanudo" dos cigarros de então. Eu tinha 4, 5 anos de idade. Não sabia que, naquele dia, por tabela, “fumava” meu primeiro cigarro.

Status x saúde
Hoje, quem viaja , sabe: o patrulhamento psicológico, físico e governamental aos viciados pelo tal cigarro é pesado. Quem adora experimentar “fumaça” pelo mundo, já percebeu que a cada viagem fica mais difícil este vício em locais públicos, hotéis, restaurantes. Pior: é cada dia mais caro. Isso sem falar no constrangimento das pessoas olhando para você com aquela cara de “pelo amor de deus”... 

Não sou fumante 
Fui. E mesmo assim, nos meus melhores tempos, um maço dava para dois, três dias. Ex-fumante, não reclamo quando alguém acende um. Para falar a verdade, nem me incomoda. Mas fumo junto.Sou passivo, especialmente perto do “viciado”. A diferença é que posso escolher. 
Não ocorre o mesmo com crianças, especialmente em locais fechados.Não podem optar por deixar o carro até que os pais terminem seu cigarrinho. 

Vício proibido, cercado e acuado
Baseado nisto, muitos países determinaram: é proibido fumar dentro de carros transportando crianças. Justo. Mais do que justo. Necessário! Austrália, Canadá, África do Sul, Portugal e Estados Unidos, para citar apenas alguns, já transformaram isso em lei há vários anos. Agora, Londres entra para o time. A partir do próximo mês de outubro quem for pego transportando crianças e fumando, paga multa. E pesada. Cerca de R$ 300,00 por vez. 

Menos custos para o Governo
Baseadas em estudos, as autoridades justificam: crianças expostas ao cigarro em locais fechados tem mais risco de asma, meningite e morte subida. Calma, os especialistas ingleses vão mais longe. Garantem que fumantes passivos infantis podem ter as artérias danificadas se a exposição for longa e constante. A Escócia, celeiro de fumantes inveterados, analisa a situação e promete que o estudo não vai se transformar em uma “caixa de fumaça”. Em outras nações europeias, como Grécia e França, o hábito, muito mais arraigado, ainda persiste. Quem já esteve em Paris ou Atenas sabe que ainda é comum encontrar cinzeiros em elevadores de muitos prédios. 

Cortina de fumaça?
Apesar disto, medidas semelhantes também são estudadas por lá. Se são apenas uma “cortina de fumaça” saberemos em breve. Por aqui, os fumantes também perdem espaço a cada tragada. Propagandas de belas garotas, carrões e gente famosa fumando já foram banidas. Mas ainda estamos longe, muito longe de ver um sinal de fumaça positivo. O maior problema, como em todo canto, é mais que fiscalizar. É conscientizar!

E por aqui? 
Afinal, como um País como o nosso que não consegue fiscalizar os motoristas e seus veículos caindo aos pedaços, vai fiscalizar quem acende um cigarrinho dentro do carro? Ainda mais com crianças a bordo? Com conscientização! Se vai demorar? Muito! Mas tudo tem que ter um começo. Londres quer apagar o vício antes mesmo que ele acenda. Tentam encontrar uma forma de evitar que mais de 20 mil crianças, anualmente, comecem a fumar. Sorte da nova geração que não fumará o primeiro cigarro de forma passiva, como eu, tão cedo. É um bom começo. Torço que , assim como a tecnologia chega rápido ao Brasil, a tal conscientização dê logo sinal de fumaça por aqui... 

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