• 21 de October de 2017
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E foram todos para Paris: um guia de viagem de Hemingway

E foram todos para Paris: um guia de viagem de Hemingway

Por: Táki Athanássios Cordás | SÃO PAULO-BRASIL Categoria: Colunista

Nosso psiquiatra e viajante contumaz, Dr. Prof. Taki Cordás, nos presenteia com mais um artigo sobre viajantes ilustres... 

E FORAM TODOS PARA PARIS: um guia de viagem nas pegadas de Hemingway, Fitzgerald & Cia
"O excepcional jornalista e escritor Sérgio Augusto é um intelectual prolífico.Desde livros sobre musica até um sobre o Botafogo(seu time de coração), passando pela revista Bravo ( ainda não fiz o luto pelo passamento da revista), Jornal do Brasil, Isto É, Folha e Estadão e tantas outras produções literárias.Seu “E FORAM TODOS PARA PARIS: um guia de viagem nas pegadas de Hemingway, Fitzgerald & Cia” faz um casamento perfeito com o livro que comentamos anteriormente, se é que casamentos perfeitos existem.
Declaração de amor
O livro começa com  “a festa móvel” , a “Paris de Hemingway” ou a “Paris da Geração Perdida”, e embora o autor faça justiça a Atenas, Viena e Berlim de tempos passados, é para Paris que escreve uma verdadeira declaração de amor nesse pequeno livro. O autor caminha pelas ruas com um olho em Scott Fitzgerald, Picasso, Gertrude Stein, Aaron Copland e tantos mais na Paris dos anos 1920, e outro olho pelos mesmos caminhos na Paris de hoje.
Sinfonia de Hemingway
Sergio relembra que seu encanto por Paris nasceu não nos escritores franceses mas em um filme que muito antes de Woody Allen louvou a cidade de uma maneira inesquecível: “Sinfonia em Paris” (An  American in Paris) dirigido por Vincent Minelli.O filme inspirado no balé sinfônico de George Gershwin , de 1928, onde o compositor americano exalta a Paris onde morou durante um tempo nos mesmos anos 1920.
Que importa que não goste de musicais?         
A musica de Gershwin  em “An American in Paris”, Gene Kelly e a atriz e bailarina, a francesinha Leslie Caron merecem olhos e ouvidos generosos.Se você não viu, corra e assista. Voltemos ao livro que convida o flaneur com algum preparo físico ( e flaneur que se preza anda só a pé) a caminhar pela Rive Gauche partindo de Saint-German-de-Prés e passando pelos Jardins de Luxembourg, Montparnasse e Sorbonne. Da Rive Droite , chamada de “Do outro lado do rio” , saem as histórias do Café de la Paix , do bar Hemingway e de outro encantado por Paris, o magnifico Cole Porter.
Sergio conhece bem cada palmo do corpo de sua amada  e  torna cada rua um museu e um romance.
Saint-German de Duncan, Banery e tantos outros
Em Saint-German passe pela casa de Isadora Duncan, depois pela da poeta e dramaturga, Natalie Barney, pare e tente ouvir do lado de fora as orgias que ela promovia há quase cem anos. Enverede pelo Hotel d’Anglaterre e coma onde Hemingway comia baratinho no Le Pré aux Clercs ou se preferir vá jantar e pague caro na Brasserie Lipp.
A Brasserie Lipp
Na Brasserie Lipp enfrentei o proverbial mau-humor do garçom francês só para comer as "cervelas remoulade" (salsichão com maionese e mostarda ) que Hemingway comia e que ainda estão no cardápio.O livro levou-me didaticamente até lá. Provavelmente no tempo de Hemingway o prato era mais caprichado, mas o autor evidentemente não pode se responsabilizar pelo cozinheiro.   Leia e leve junto.
E foram todos para Paris. De Sérgio Augusto. Ed. Casa da Palavra.
 

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