• 20 de August de 2017
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Nosso novo colunista: Prof.Dr.Cordás!

Nosso novo colunista: Prof.Dr.Cordás!

Por: Táki Athanássios Cordás | SÃO PAULO-BRASIL Categoria: Colunista

O Professor Dr. Taki Athanásios Cordás é o nosso novo colunista.
Psiquiatra renomado, escritor contumaz e enófilo praticante, Dr.Táki é também um viajante voraz. Ele trafega entre os continentes com a mesma competência que visita a mente humana.
Paris é uma festa, de Ernest Hemingway, é o primeiro livro indicado por este irrequieto perscrutador da alma, da psique, da vida. Ele se junta a nós neste caminho em busca de novos horizontes,  novas experiências, novos destinos, indicando, sempre O Que Ler Pelo Mundo. Seja bem vindo.
Paulo Panayotis  

O QUE LER PELO MUNDO

Paris é uma festa
 “Paris é uma festa”” não é um mau título em português para o original “ A Moveable Feast”, de Ernest Hemingway.Em novembro de 1956 o staff do Ritz Hotel em Paris convenceu Hemingway que seria de bom tom retirar uma grande quantidade de coisas esquecidas ali em 1928. Lá estavam antigos escritos sobre seus primeiros anos de vacas magras com sua primeira esposa, Elizabeth Hadley Richardson, em Paris. Ficções inacabadas, as primeiras versões de “O sol também se levanta”, livros, revistas antigas, jornais e até roupas velhas.
Paris em Cuba
Já morando em Cuba, em 1957, a partir desse material, o escritor começa a elaborar “ Paris é uma festa” , morrendo em 1961 sem concluir o livro. Posteriormente finalizado e editado por seus herdeiros é lançado postumamente em 1964.“Paris é uma festa” é uma de suas sete obras de “não ficção”, onde Hemingway faz uma viagem sentimental através da memória quase 30 anos depois, cobrindo o período de 1921 a 1926 quando morou na cidade.Na abertura Hemingway afirma que se alguém teve a sorte de morar em Paris, quando jovem, terá lembranças a vida toda. Hemingway fez parte da chamada “geração perdida”, nome inventado e popularizado por Gertrude Stein para se referir aos artistas, escritores e intelectuais jovens (e em geral pobres)que um dia viriam a ser famosos ( ou não tanto) e que buscavam inspiração na cidade.Claro que Woody Allen bebeu muito nessas águas e nesse livro em seu “Meia noite em Paris”.
Fugindo dos credores
Gertrude Stein, Ford Madox Ford, Ezra Pound, James Joyce, Scott Fitzgerald, Picasso e outros comem, pintam, escrevem, fogem dos credores pelo  Boulevard St.Michel, Boulevard St.German, Jardim de Luxemburgo, Rue de Fleurus e outros tantos lugares que ainda existem ou desapareceram.O Hotel Corneille, preferido dos irlandeses como Joyce  foi incendiado pelos nazistas na Segunda Guerra, o Velodrome d’Hiver palco de corridas de bicicleta, assistidas atentamente por Hemingway, transformou-se em memorial dos judeus mortos pelos nazistas.Mas, na entrada do numero 27 da rue de Fleurus está uma placa anunciando que naquele prédio entre 1903-1938 viveram  Gertrude Stein e Alice B. Toklas.O Tour D’Argent também está lá e vale ler como era a original Shakespeare and Company de Silvia Bach na rua Odeon 12(hoje na rua de la Boucherie 37), que emprestava livros aos intelectuais sem dinheiro de então.
Leitura obrigatória
Leia antes de ir e caminhe com o livro pela cidade, pare para tomar um "cafe au lait" no Le Deux Magots e tente ouvir papa Hemingway e seu amigos falarem sobre o nada na Paris dos anos 20.Na sequencia falaremos de outros livros referentes a Paris.
 

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