• 20 de August de 2017
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Paris dos turistas, dos mafiosos e dos ciganos

Paris dos turistas, dos mafiosos e dos ciganos

Por: Jô de Carvalho | Paris - França Categoria: Colunista

Paris dos turistas, dos mafiosos e dos ciganos

Eles estão sempre em bandos. São meninos e meninas, entre 9 e 16 anos, vindos dos países do leste europeu. Podem ser “yugos”, dos países da antiga República Yugoslava, búlgaros, chechenos, romenos... que começaram a chegar em massa à Paris a partir de 2008. Aqui na França, eles são chamados de forma genérica “roms”.
Eles hoje fazem parte do cenário parisiense. Os pontos turísticos da capital francesa são os preferidos deles. Não para visitar, mas para roubar os turistas.
Modus operandi
A maneira deles “operarem” pode variar e na grande maioria das vezes, é sem violência nenhuma. Pode ser como surdo-mudo, como representante de uma associação caritativa ou pedindo sua assinatura para uma petição. Enquanto mostram panfletos ou recolhem assinaturas na petição, eles vasculham seus bolsos ou bolsas e pegam tudo o que podem. Você pode nem se dar conta, mas se der, tanto faz, eles saem correndo como pequenos diabos e você não tem nenhuma chance de pegá-los.
Cuidado ao sacar dinheiro em Paris
A modalidade mais recente acontece nos caixas eletrônicos. Assim que você termina de digitar seu código, eles se aproximam. São no mínimo dois e vem um de cada lado. Distraem você enfiando debaixo do seu nariz jornais ou petições ou pedidos de ajuda. Pego de surpresa, você não verá que sob esses objetos de distração, as mãozinhas, extremamente hábeis, vão selecionar 300 euros. Você não entende porque, de repente, eles começam a fazer um monte de macaquices e de barulho.
E’ para impedir que você ouça o ruído do distribuidor contando as cédulas.
,No meio da confusão, pegam o dinheiro escondido entre as paginas de jornais ou da petição e vão embora. E ainda têm a petulância de dizer para você não esquecer seu cartão no distribuidor. E acredite,  há grandes chances de que você não perceba nada até tentar tirar dinheiro de novo e ver que seu limite diário está esgotado ou quase !
Por isso, quando estiver em Paris, evite os caixas eletrônicos nas ruas. Use os que estão no interior das agências bancárias ou dos Correios, dos supermercados etc...e se vir os pequenos roms se aproximarem, cancele imediatamente sua operação.
Pick pockets no metrô,trens, etc
Muita atenção também nos transportes públicos. Há bandos especializados deste “setor”. São os famosos “pick pockets”. Eles aproveitam sempre nas horas de rush quando as plataformas, as escadas rolantes, os vagões do metrô e do RER se transformam em latas de sardinha. Fica mais fácil para roubar carteiras ou telefones celulares.
As gangs dos museus 
Tem ainda as gangs que atuam nos grandes museus e aí a coisa começou a ficar séria. Os turistas começaram a evitar o Louvre e a imagem de Paris a ficar comprometida. Decidiu-se então por uma cooperação entre a policia, as empresas de transporte públicos e as direções dos museus para combater essa “praga”. Isso começou em junho de 2013 e os resultados, infelizmente, ainda não são muito visíveis.
Igual ao Brasil
O problema é que os delinqüentes são menores e nunca têm documentos de identidade. Não é possível saber como se chamam nem de que país vêm. Quando são pegos, os policiais são obrigados a liberá-los  em seguida. De novo nas ruas, eles voltam a agir impunemente.
A solução seria combater os responsáveis pela exploração dessas crianças.
São verdadeiros mafiosos que raptam meninos e meninas de suas famílias e os jogam nas ruas das grandes capitais européias para roubarem ou se prostituirem.
As crianças tem objetivos diários (pode ser 100, 200, 300 euros) e se não chegam à noite com o valor esperado, são punidos.
Esse drama já foi tema de um filme. Em 1988, o cineasta sérvio Emir Kusturica denunciou a crueldade desses ladrões de infâncias no filme Time of the gypsies.
E por incrível que pareça, mesmo com a expansão da Europa, mesmo com a entrada dos países do leste na Comunidade Européia, o problema só vem se agravando.
 

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